“As fotos vão amarelar, desfazer e sumir. Mas as lembranças dos nossos rolês, estão aqui no peito.

Antes, eu que sempre fui aquela menina doce e meiga, sorria, não se deixava levar por palavras fúteis. “O que aconteceu? Onde ela foi parar?” Mudanças contínuas. Talvez agora só reste erros que cometi, achando que seria a coisa certa, me machuquei, me iludi, acreditei em todos invés de acreditar em mim. E o que ganho como brinde? A solidão, a frieza. Consequências que hoje levo pelos meus erros. Por atitudes que poderiam ser evitadas. Por questão de deixar de só pensar e agir. Pensar em desistir? Assumo, já pensei algumas vezes. Mas não é a melhor coisa a se fazer… Ao pensar nas coisas que eu passei e ainda estou aqui, hoje, de pé; de saber que pessoas que um dia tentaram me derrubar e se achavam fortes por isso, só tenho a dizer que não são mais que eu, se levantar, se reerguer, foi o que eu fiz. E de certo modo me glorifico por isso. Não ligar mais para o que dizem, evitar sentimentos, se tornou minha nova rotina. Ando tão insegura de mim, das pessoas; Confiar, acreditar em simples palavras? Não mais. Preciso de provas, de atitudes, para saber se alguém realmente diz a verdade, quando diz que sente algo por mim. Eu já fui melhor, já fui muito feliz, muito mais do que eu sou hoje, ou do que eu vou ser algum dia no futuro, mas eu não sabia, e não podia imaginar que a minha inocência acabar de uma forma tão brusca. “Agora só resta seguir em frente, com a determinação de que não irei fazer tudo outra vez.”
“O tempo pode apagar lembranças de um corpo ou de um rosto, mas nunca a memória daquelas pessoas que souberam fazer um pequeno instante, um grande momento.
“Nunca fui a melhor opção pra amar, nunca falei que sou. Eu sou complicada, estranha, meio torta e do avesso. Quem gostaria de amar alguém assim? Alguém que iria revirar seu mundo, te deixar confuso. Nunca fui a pessoa certa, também nunca disse que sou. Sou toda errada, perdida, desconcertada. Não sou perfeita, sou repetitiva, às vezes clichê e sem novidades. Posso ser um tipo de menina “típica”, mas ao mesmo tempo, diferente. E… Porra, to fazendo isso de novo, né? Tentando me descrever. Pra que eu faço isso? Eu sei que não consigo me decifrar e nem saber quem eu sou. Nunca consegui falar sobre mim abertamente, soltar tudo o que penso. Acho que tenho medo de descobrir meus piores defeitos e imperfeições. E cá estou eu, insistindo nesse papo clichê de que sou estranha, errada e blá blá blá. Quem sou eu pra me julgar tão mal assim? Acho que mereço pelo menos um júri profissional pra dizer se sou mesmo tão idiota. Eu me rebaixo de vez em quando. Me coloco em baixo das pessoas, como se elas fossem superiores. E onde você foi parar amor próprio? Eu mesma insisto nessa ideia de que não sou suficiente pra ninguém se na verdade posso ser bem melhor do que isso. Não pode mais ser assim, não posso mais falar de mim como uma pessoa que eu mesma tenho ódio. Se sou confusa, estranha… Foda-se! O que importa nisso tudo? Como diz Albert Camus “O homem tem duas faces: não pode amar ninguém, se não amar a si próprio.”.
“Nunca me conformei com o fim de nada. Por mais que eu sentisse que era a hora.
“Para algumas pessoas eu não mostro nem metade do que realmente sou. Não por medo, mas por não valer a pena mesmo.
“Acredite, foi necessário me desligar para algumas pessoas.